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Edição 002 · outubro de 2026

O crédito dobrou.
O cartório ainda não sentiu.

Julho foi o maior mês de financiamento imobiliário da história do Ceará. No ITBI, tire agosto e 2026 empata com 2025. Nesta edição: a correção do que publicamos, três previsões novas e duas que estão indo mal.

R$ 286 micrédito em julho · recorde
+37,3%crédito CE no ano
R$ 224 miITBI 12 meses
10,20%preço fipezap 12m

Nota de revisão · o que corrigimos da edição 001

Publicamos o ITBI de agosto com o mês ainda correndo

A edição 001 disse que agosto de 2026 arrecadou R$ 27,6 milhões de ITBI, alta de 71% sobre agosto de 2025, e que o acumulado de 12 meses era de R$ 217 milhões. Coletamos esses números em 28 de agosto, com três dias de mês pela frente.

o que publicamos
ITBI de agosto: R$ 27,6 mi
Alta de 71% sobre 2025
12 meses: R$ 217 mi
o fechamento oficial
ITBI de agosto: R$ 33,10 mi
Alta de 105,1% sobre 2025
12 meses: R$ 222,2 mi

O erro foi para baixo: o mercado transferiu mais do que publicamos. Não serve de consolo. A página da edição 001 continua no ar exatamente como foi publicada, com uma tarja de revisão no topo desde 24 de setembro, porque apagar o erro seria pior que cometê-lo.

E mudamos o processo. Mês em andamento não entra mais em edição nenhuma, a regra virou a sexta do método, e quem publica não consegue mais furar essa trava. Dado se revisa em público, com data e motivo. Previsão continua sendo outra coisa: previsão publicada nunca muda. Enunciado, probabilidade, prazo e critério de resolução são definitivos no momento em que vão ao ar.

A leitura do mês

Toda edição do tisa index acompanha a mesma espinha: crédito, transferências (ITBI), custo de construção, preço e vendas. Primeiro a leitura completa do que os dados mostram; depois as previsões que nascem dela. A manchete é sempre o indicador que mais se mexeu, e neste mês não houve disputa.

Antes dos números, uma informação que o leitor merece ter: cada fonte publica com uma defasagem diferente, e a nossa regra é não usar mês em andamento. Por isso uma edição de outubro traz o crédito de julho e o ITBI de setembro. Não é atraso nosso, é o calendário de quem divulga, e ele fica declarado aqui todo mês.

IndicadorÚltimo mês fechadoDefasagem da fonte
Transferências · ITBI de Fortalezasetembro de 2026Portal da Transparência, poucos dias
Crédito · PF/SFH no Cearájulho de 2026Banco Central, cerca de 60 dias
Custo · INCC-Msetembro de 2026FGV, sai no próprio mês de referência
Preço · FipeZap Fortalezasetembro de 2026Fipe, cerca de 30 dias
Vendas · Sinduscon-CEagosto de 2026divulgação do sindicato, cerca de 45 dias

Crédito · contratações PF/SFH no Ceará

O maior mês de financiamento imobiliário da história do Ceará

Julho é o mês fechado mais recente desta série: o Banco Central divulga o crédito imobiliário por estado com cerca de 60 dias de defasagem. E julho trouxe o número do ano.

O Ceará contratou R$ 286,5 milhões em financiamento imobiliário de pessoa física pelo SFH. É o maior valor mensal de toda a série do Banco Central, que começa em abril de 2014, e supera o recorde anterior, de setembro de 2021. Sobre julho de 2025, quando foram R$ 137 milhões, a alta é de 109%.

Não é um mês solto. De janeiro a julho o estado contratou R$ 1,499 bilhão, alta de 37,3% sobre o mesmo período de 2025, e a média móvel de três meses subiu de R$ 199 milhões em abril para R$ 239 milhões em julho. O crédito cearense não desacelerou em 2026: ele acelerou, e acelerou forte.

2026-10-06T16:03:54.249395 image/svg+xml Matplotlib v3.9.4, https://matplotlib.org/ 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 0 50 100 150 200 250 300 R$ 286 mi maior mês da série Crédito imobiliário PF/SFH contratado no Ceará (R$ milhões por mês) média móvel de 3 meses mês

Fonte: Banco Central, Informações do Mercado Imobiliário, recorte do Ceará · elaboração tisa

Comentário · Felipe Monteiro · Fundador e CEO

Quem está em plantão já sentiu isso antes de qualquer planilha mostrar: o cliente está conseguindo crédito de novo, e conseguindo mais. O que o dado acrescenta é o tamanho. Julho não foi um mês bom, foi o maior mês da história do estado, e isso muda o que você pode esperar dos próximos seis meses. Crédito contratado hoje é escritura daqui a alguns meses, quando a obra entrega ou quando o negócio fecha. É por isso que eu olho esse número antes de olhar qualquer outro.

Transferências · ITBI de Fortaleza

Tire agosto e 2026 empata com 2025

Setembro fechou em R$ 19,48 milhões de ITBI, alta de 11,4% sobre setembro de 2025. O acumulado de 12 meses chegou a R$ 224,2 milhões, o maior da série. De janeiro a setembro, 2026 soma R$ 166,7 milhões contra R$ 150,6 milhões em 2025, alta de 10,7%.

Só que essa alta inteira mora em um mês. Tirando agosto dos dois anos, 2026 soma R$ 133,6 milhões contra R$ 134,4 milhões de 2025: queda de 0,6%. Nos sete meses anteriores a agosto, o ITBI caiu na comparação anual em cinco. Agosto, sozinho, é o ano inteiro de crescimento.

R$ 19,48 mi
setembro/26 · +11,4%
R$ 23,11 mi
média móvel 3m · +37,4%
-0,6%
2026 sem agosto, vs 2025
2026-10-06T16:03:54.708096 image/svg+xml Matplotlib v3.9.4, https://matplotlib.org/ jan fev mar abr mai jun jul ago set 0 5 10 15 20 25 30 agosto ITBI de Fortaleza, arrecadação mês a mês (R$ milhões) 2025 2026

Fonte: Portal da Transparência de Fortaleza · elaboração tisa

Mudança de método nesta edição

A nossa leitura principal de transferências passa a ser a média móvel de três meses, e não o mês solto. Guia de ITBI e escritura chegam ao caixa da prefeitura em ritmo irregular, e um mês isolado tem amostra pequena demais para virar manchete: agosto provou isso do jeito mais caro possível. Na média móvel, setembro marca R$ 23,11 milhões, alta de 37,4% sobre um ano antes. O mês cheio continua publicado ao lado, como dado secundário.

Na edição passada levantamos duas hipóteses para o salto de agosto: antecipação pela reforma tributária, ou uma operação única de grande porte. Setembro não decidiu a favor de nenhuma das duas, e isso já é informação. Se fosse só um negócio isolado, setembro teria voltado para o patamar de R$ 17 milhões, e não voltou. Se fosse uma corrida em curso, setembro teria vindo bem acima de 11%, e não veio. Outubro é o próximo juiz, e é exatamente sobre ele que está a nossa previsão mais curta desta edição.

Custo · INCC-M

O trimestre que a gente subestimou

O INCC-M acumula 6,60% em 12 meses até setembro, e o mês veio a 0,25%. Para quem reajusta contrato de obra, o detalhe importa mais que o número: setembro, outubro e novembro são estruturalmente o trimestre fraco do índice, porque os reajustes de mão de obra da construção se concentram no meio do ano. Em onze anos, a média mensal desse trimestre foi, na mediana, 0,63 vez a média do próprio ano.

Foi exatamente isso que a edição 001 deixou passar quando calibrou a previsão 03, e o gráfico abaixo mostra o tamanho do erro: para aquela previsão bater, outubro e novembro precisam somar 1,25%, e em onze anos isso só aconteceu duas vezes.

2026-10-06T16:03:55.113690 image/svg+xml Matplotlib v3.9.4, https://matplotlib.org/ 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 1,25%: o que outubro e novembro precisam somar para a previsão 03 bater INCC-M: quanto outubro e novembro somaram, ano a ano (%)

Fonte: FGV, via Banco Central, série 7456 · elaboração tisa

Preço e vendas · FipeZap e Sinduscon-CE

O preço voltou a acelerar e furou o nosso próprio teto

Depois de quatro meses desacelerando, o preço de venda em Fortaleza subiu 1,67% em setembro, o maior avanço mensal do ano, e a variação de 12 meses saltou de 8,89% para 10,20%. Com isso o índice passou do teto da faixa que nós mesmos escrevemos na previsão 05, e a previsão virou. Está no placar, no fim desta edição.

2026-10-06T16:03:55.389491 image/svg+xml Matplotlib v3.9.4, https://matplotlib.org/ 2021 2022 2023 2024 2025 2026 4 6 8 10 12 14 10,20% faixa de 7% a 10% da previsão 05 Preço de venda em Fortaleza, variação em 12 meses (%)

Fonte: Índice FipeZap, planilha aberta da Fipe, aba Fortaleza · elaboração tisa

Nas vendas, o Sinduscon-CE com a Brain reporta R$ 5,811 bilhões de VGV vendido em Fortaleza e região metropolitana de janeiro a agosto, com 11.610 unidades comercializadas. O número que merece atenção não é o do VGV, é a diferença entre dois ritmos: as unidades vendidas cresceram 3% sobre 2025, enquanto as unidades lançadas cresceram 40%, chegando a 12.751. Na região metropolitana, os lançamentos avançaram 79%.

Está entrando muito mais oferta no mercado do que está saindo em venda. Para quem vende, isso significa um ano com mais produto na prateleira e mais poder de barganha do lado do comprador, mesmo com o preço de anúncio subindo. São duas coisas diferentes, e elas estão andando em direções opostas.

O tema do mês

A corrida ao cartório tem prazo, e o prazo é dezembro

A reforma tributária tornou o ITCMD, o imposto sobre herança e doação, progressivo a partir de 2027. Quem pretende doar imóvel em vida, ou adiantar herança, tem até o fim de 2026 para fazer isso na regra antiga. O país já reagiu: o Colégio Notarial registrou 74.535 escrituras de doação de imóvel no primeiro semestre de 2026, o maior número da série. Em 2025 inteiro foram 185.861, número que já era 59% maior que o de 2020.

Um aviso de método antes de qualquer conclusão: doação paga ITCMD, não ITBI. As duas coisas correm em faixas diferentes, e a nossa série de Fortaleza mede a segunda. O que liga uma à outra não é o tributo, é o comportamento: a decisão de resolver agora o que se ia resolver depois. É essa decisão que estamos tentando enxergar no ITBI, e até aqui ela aparece em agosto e some em setembro.

A parte prática vale para quem trabalha com imóvel todo dia. Quem tem transferência para fazer até dezembro está descobrindo agora se a matrícula deixa. Inventário que ninguém abriu, gravame que ficou, área que não bate com a do registro, espólio sem partilha, usufruto esquecido. Nada disso aparece na conversa; aparece no dia do protocolo, quando já não há prazo para resolver. O corretor é quem sente esse aperto primeiro, porque é ele que segura o cliente enquanto a matrícula não anda.

As previsões desta edição

Como ler a probabilidade tisa

É o nosso grau de convicção de que o enunciado vai se confirmar, calculado a partir do histórico completo de cada série e do ritmo atual do indicador. 70% não significa "vai acontecer": significa que, em dez previsões como esta, esperamos acertar sete e errar três. Previsão bem calibrada tem que errar na proporção que anuncia, e o placar existe para auditar exatamente isso. A partir desta edição, o index sempre publica ao menos uma previsão de prazo curto, para que nenhuma edição saia sem ter o que prestar contas.

Previsão 06 · Transferências

A arrecadação de ITBI de Fortaleza em outubro de 2026 supera os R$ 20,52 milhões de outubro de 2025

70%probabilidade

Com setembro em R$ 19,48 milhões, a razão histórica entre outubro e setembro, mediana de 1,097 em treze anos, projeta R$ 21,37 milhões para outubro, pouco acima da meta. A distribuição dos treze anos daria 77%, mas a margem sobre a meta é de apenas 4%, e outubro de 2025 é base difícil: foi o segundo maior mês daquele ano. Publicamos 70%. É o teste datado da tese de antecipação: se ela for real, outubro não pode decepcionar.

Resolve novembro de 2026Fonte Portal da Transparência de Fortaleza

Previsão 07 · Crédito

O crédito imobiliário contratado no Ceará fecha 2026 acima de R$ 2,6 bilhões, batendo o recorde da série

65%probabilidade

De janeiro a julho foram R$ 1,499 bilhão. A razão histórica entre ano cheio e o acumulado até julho, em oito anos, projeta R$ 2,67 bilhões, e cinco dos oito anos projetariam acima de R$ 2,6 bilhões. O recorde da série é R$ 2,608 bilhões, de 2021. Na prática, estamos prevendo que 2026 vira o melhor ano de crédito imobiliário da história do Ceará, e não por pouco.

Resolve fevereiro de 2027Fonte Banco Central, série do Ceará

Previsão 08 · Transferências · contrária

O ITBI de Fortaleza no 1º trimestre de 2027 não supera os R$ 50,2 milhões do 1º trimestre de 2026

55%probabilidade

Esta é a previsão da ressaca, e ela existe para tornar a nossa própria tese falsificável. Historicamente o 1º trimestre caiu em apenas 4 de 13 anos, então prever queda é contrariar a série. O que sustenta os 55% é a base: o 1º trimestre de 2026 foi o maior da história, R$ 50,2 milhões, alta de 16,4% sobre um 1º trimestre de 2025 que já tinha subido 22,6%, e janeiro de 2026 sozinho cresceu 43,7%. Dois trimestres seguidos de alta forte deixam a base difícil de repetir. É a nossa previsão mais perto da moeda, e é de propósito.

Resolve abril de 2027Fonte Portal da Transparência de Fortaleza

A tese fora da caixa

A fila que ainda não chegou no cartório

Juntando os dois extremos desta edição: o crédito bate recorde, os lançamentos crescem 40%, e o ITBI fica parado. Isso parece contradição e não é. Imóvel comprado na planta não paga ITBI na hora da compra, paga quando a obra entrega e a escritura é registrada. O dinheiro já se moveu; o imposto ainda não.

Se a leitura estiver certa, Fortaleza está acumulando uma fila de transferências represada pelo canteiro de obras, que vai desaguar no cartório em 2028 e 2029, quando os lançamentos de 2026 forem entregues. E ela vai chegar junto com um problema conhecido de quem trabalha com registro: unidade entregue não é unidade registrável. Individualização pendente, habite-se atrasado, incorporação não averbada, financiamento com garantia a liberar.

Essa fila não contradiz a nossa previsão 08. A ressaca que apostamos para o 1º trimestre de 2027 é de curto prazo, de quem antecipou transferência para 2026. A onda das entregas chega depois, e por isso não aparece em três meses. Se nós dois estivermos certos, 2027 começa fraco e termina pressionado.

O placar

Nenhuma previsão vence nesta edição; a primeira resolução é em dezembro. Mas todas as cinco abertas prestam contas, com justificativa, todo mês. Duas estão indo mal, e em uma delas o erro é inteiramente nosso.

Previsão 01 · resolve jan/2027 · no caminho

O ITBI de Fortaleza no 4º trimestre de 2026 supera os R$ 57,4 milhões do 4º trimestre de 2025

60%publicada

Jan a setembro somam R$ 166,7 milhões contra R$ 150,6 milhões em 2025. A razão histórica entre 4º trimestre e jan-set, mediana de 0,390 em treze anos, projeta R$ 65,0 milhões, e onze dos treze anos projetariam acima da meta. A probabilidade implícita hoje é de 85% contra os 60% que publicamos: calibramos conservador, e o Brier vai cobrar isso.

Previsão 02 · resolve fev/2027 · no caminho

O crédito PF/SFH contratado no Ceará em set-nov supera os R$ 467 milhões de 2025

70%publicada

Com julho a R$ 286,5 milhões e o acumulado do ano em alta de 37,3%, a razão histórica projeta R$ 671 milhões para o trimestre, contra meta de R$ 466,5 milhões. Os oito anos da amostra projetariam acima da meta. É a previsão mais tranquila das cinco.

Previsão 03 · resolve dez/2026 · fora do caminho

O INCC-M acumulado de setembro a novembro fica acima de 1,5%

65%publicada

O INCC-M de setembro veio a 0,25%, o primeiro terço da previsão. Para o trimestre fechar acima de 1,5%, outubro e novembro precisam somar 1,25%, e em onze anos isso só aconteceu duas vezes, em 2020 e 2021. A mediana histórica de outubro mais novembro é 0,49%. Esta previsão está praticamente perdida, e o erro é de método, não de azar: projetamos o trimestre em linha reta pelo ritmo de junho a agosto e ignoramos que set-nov é o trimestre fraco do índice. Não mexemos nela. Fica como está, e o placar cobra em dezembro.

Previsão 04 · resolve fev/2027 · apertada

Fortaleza e região metropolitana fecham 2026 com mais de R$ 9 bilhões em VGV vendido

65%publicada

Com R$ 5,811 bilhões até agosto, setembro a dezembro precisam somar R$ 3,19 bilhões, ou R$ 797 milhões por mês, contra a média de R$ 726 milhões por mês do próprio ano. A previsão precisa de aceleração sobre o ritmo que o ano vem mostrando. Registramos uma limitação nossa: não temos a série histórica do Sinduscon para calibrar a sazonalidade do 2º semestre, então o que dá para afirmar aqui é a aritmética, e só ela.

Previsão 05 · resolve jan/2027 · fora do caminho

O preço de venda em Fortaleza no FipeZap fecha 2026 subindo entre 7% e 10% em 12 meses

75%publicada

Setembro subiu 1,67% em um mês e levou a variação de 12 meses para 10,20%, acima do teto que nós mesmos escrevemos. Desde dezembro de 2025 o índice já acumula 7,39%: para voltar para dentro da faixa, outubro a dezembro precisam rodar a no máximo 0,80% ao mês. A simulação sobre o ritmo dos últimos 24 meses dá 32% de chance de voltar e 68% de estourar. O risco de teto existia e estava medido em 31%: era esse o risco, e ele se materializou.

Comentário · Felipe Monteiro · Fundador e CEO

Duas previsões indo mal na segunda edição não é uma notícia ruim para nós, é o produto funcionando. Na 03 nós erramos feio e sabemos exatamente onde: tratamos um índice sazonal como se fosse linha reta. Na 05 não erramos o método, erramos o lado, e a conta estava escrita: tinha 31% de chance de o preço estourar o teto e foi o que aconteceu. A diferença entre as duas é a que mais importa aqui dentro. Uma a gente corrige mudando como calcula; a outra é o preço de publicar probabilidade em vez de opinião. Quem nunca erra em público é porque nunca disse nada verificável.

Como funciona

  1. Probabilidade numérica. Nunca "achamos que sobe"; sempre um número na mesa.
  2. Prazo definido. Toda previsão tem data exata de resolução.
  3. Critério objetivo. A fonte de resolução é pública e fica registrada antes do resultado.
  4. Sem edição retroativa. O enunciado publicado é definitivo.
  5. Placar público. Taxa de acerto e Brier score em toda edição.
  6. Dado só entra fechado. Mês em andamento nunca vira número publicado, e toda revisão vem carimbada.

Fontes desta edição: Banco Central (Informações do Mercado Imobiliário e SGS 7456) · Portal da Transparência de Fortaleza · FGV · Fipe/FipeZap · Sinduscon-CE e CBIC · Colégio Notarial do Brasil

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